23/02/2010

Penas de tucanos voam p'ra todo lado no Paraná, e Álvaro Dias atira em Serra sem querer

O PSDB paranaense decidiu pela indicação do atual prefeito de Curitiba Beto Richa como candidato ao governo do Estado.

Álvaro Dias briga para ser o candidato, sabendo que perderia, boicotou a votação.

A derrota de Dias foi acachapante: dos 45 delegados com direito ao voto, 41 votaram em Beto Richa.

Alvaro Dias disse que a reunião não teve valor de oficializar a candidatura, que segue pré-candidato e que apresentará seu nome na convenção do partido em junho.

O presidente estadual do PSDB, disse que Alvaro tem todo o direito de espernear mas o candidato é Richa: "Qualquer filiado tem o direito de disputar a convenção, mas a partir de hoje, o PSDB do Paraná tem um pré-candidato definido e é para ele que vamos trabalhar e costurar as alianças".

Atirou em Richa e acertou em José Serra

Inconformado com a decisão dos tucanos paranaenses, Alvaro Dias, usou seu twitter para abrir fogo contra o prefeito de Curitiba:

"Acho injusto abandonar a população de Curitiba sem cumprir compromissos. É uma afronta".

Nesse ponto o senador demo-tucano tem razão. Beto Richa se reelegeu em 2008 assumindo o compromisso de ficar mais 4 anos na prefeitura, e falta com a palavra quando resolve abandonar a prefeitura no meio do segundo mandato.

Mas... a crítica do senador veste a carapuça em outro tucano que fez pior: José Serra!

Em 2004, José Serra venceu a eleição para prefeito de São Paulo, assinando um documento ao vivo, durante um debate de TV (ver vídeo abaixo), jurando que cumpriria 4 anos na prefeitura.



A Folha de José Serra (Jornal Folha de São Paulo), publicou logo após o debate, para ajudar a dar credibilidade e eleger Serra :

A palavra e a assinatura de Serra, valeu menos do que um risco na água.

Serra assumiu a cadeira de prefeito em 2005, e abandonou a prefeitura nas mãos do vice (Kassab), com 1 ano e pouco de mandato, para concorrer em 2006 a governador.

Beto Richa apenas segue o mau exemplo de José Serra. Um caso de esperteza e falta de palavra de honra que deu certo em 2006.

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