26/05/2008

Assassinato de Julião foi exclarecido: foi à mando da política suja ivaiporaense.

Julião Aparecido dos Santos, o bravo militante do Partido dos Trabalhadores de Ivaiporã que fez a histórica filmagem dos maquinários asfaltando o carreador da fazenda do então prefeito Pedro Papin, que denunciou várias outras irregularidades e injustiças, assassinado em 29 de setembro de 2004 em meio ao calor da campanha eleitoral, deixando esposa e filho, foi vítima da política suja ivaiporaense. Depois de mais de um ano de investigações, quebras de sigilo telefônico, o destacado Promotor de Justiça Leonardo Vilhena obteve autorização judicial para busca e apreensão de evidências sobre o mando do crime na residência do Presidente da Câmara de Vereadores de Ivaiporã, Antônio Vila Real (PMDB). Com o apoio da Procuradoria de Investigações Criminais e do Gerco - Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado a operação prendeu Vila Real em flagrante com armas e munição ilegais. Encontraram também cartas reveladoras de um dos assassinos, ficou evidenciado que Vila Real é um dos mandantes do crime. Foi determinante nas investigações, o depoimento do presidente do PT de Ivaiporã Professor Cyro em inquérito e que teve trecho citado pela promotoria. Cyro referia-se à Julião: "que esclarece o depoente que cerca de quinze dias antes da ocorrência que vitimou a pessoa de Julião, houve uma ocorrência no interior da Câmara de Vereadores onde durante uma seção ele desafiou os vereadores dizendo que eles eram sem vergonha em alto e bom tom em função do retorno do projeto de nepotismo na véspera de eleição e mesmo depois da situação sob controle o Presidente da Câmara, vereador Antônio Vila Real, solicitou a presença da polícia militar para prender Julião ..., que em dois mil e três houve uma conversa que o próprio Julião dizia que tinha uma fita gravada que provava o envolvimento do Presidente da Câmara Antônio Vila Real em casos de pedofilia, esclarecendo o depoente que pode dizer com certeza até na condição de vereador da Câmara é que na época foram feitas manobras para que Julião não utilizasse o espaço da tribuna popular porque se acreditava que ele iria diria coisas indesejáveis a respeito do Presidente... que o carro do Vila Real foi visto naquele começo de noite (referindo-se ao dia do assassinato da vítima) voltando do Diostrito do Jacutinga e que talvez isso tivesse relacionado à fuga do autor dos disparos que foi preso no Distrito do Jacutinga". Outros trechos do depoimento do Professor Cyro devem ser rememorados: "outro fato que chama a atenção é que quando o Vila Real assumiu o cargo de Prefeito, rapidamente colocou para trabalhar na Prefeitura a mulher do Sr. Jessé... que isso era para abafar o caso... que esse Jessé e o tal do Vagner é que cuidava do Bar onde funcionava também um comitê de campanha de Antônio Vila Real e Célio Pereira."

Um comentário:

Unknown disse...

Mais uma vez os covardes que não aceitam ter suas injustiças propagadas calaram a voz de nosso companheiro, mas o sangue deste mártire não se apagará da lembrança do nosso povo. Que a justiça seja feita de fato e que estes covardes não satisfeitos em sugar o sangue da classe trabalhadora ursupando o dinheiro dos cofres públicos com impostos que pagamos, tambem derramam este sangue daqueles que não aceitam calados seus desmandos. Acorde Ivaiporã livrai-te destes covardes que se escondem por traz de cargos politicos para sugar e derramar o sangue de teus filhos.