
Recentemente em Londrina, o PT do Paraná organizou encontro de diversas lideranças. Professor Cyro foi convidado e compareceu. Na foto, Professor Cyro está com o Prefeito de Londrina Nedson Micheletti, com a ex-Secretária Executiva do Ministério do Desenvolvimento Social, Marcia Lopes e, seu irmão Gilberto Carvalho.
Chefe de Gabinete do Presidente Luis Inácio da Silva, Gilberto Carvalho, londrinense e um dos fundadores do PT paranaense, contou para cerca de 400 lideranças petistas da região centro-norte do estado alguns fatos do Governo do Presidente Lula que o orgulham de ser petista.

Uma das situações que mais o entusiamou foi quando, num dia de muitas reuniões do Presidente, um grupo de portadores do Mau de Hansen, a popular lepra, protestava nas portas do Palácio do Planalto. Queriam uma audiência com Lula. Gilberto Carvalho desceu imaginando poder contornar situação e dispensar os manifestantes, pois seria impossível o Presidente abrir mão da agenda e atendê-los. Quando desceu e viu a manifestação, chamando os leprosos para um dos salões para ouvir seus protestos e reivindicações, viu que a situação merecia atenção maior. Estes leprosos ficaram anos condenados a viverem isolados em colônias, apartados das famílias e sem o tratamento a que teriam direito. Até 1967 havia uma lei que impunha este isolamento. Ele ouviu histórias como a de uma mulher que foi separada da filha por 36 anos...
Resolveu que deveria subir e convencer o Presidente a atender aquela gente. Chegou no Gabinete e coxixou no ouvido do velho: "olha véio, por tudo que há de mais sagrado, por tudo que eu já te ajudei, você vai ter que descer lá e conversar com aquela gente." Lula pediu que ele fosse atendendo-os que já desceria. Ao descer e vê-los, Lula abraçou cada um daqueles cerca de 150 leprosos. Ouviu-os e determinou: "Gilberto essas pessoas querem uma pensão, uma indenização pela maldade que a sociedade brasileira lhes impôs; vão voltar aqui daqui há 20 dias e você vai ter uma solução para eles!"
Segundo Gilberto, não deu para resolver em 20 dias, mas em 35 dias, os portadores do Mal de Hansen voltaram ao Palácio do Planalto e foram recebidos em um cerimonial em que lhes foi concidida uma pensão vitalícia de R$700 para reconstruírem suas vidas. "Este é o Governo que cada militante petista construiu as lutas destes últimos anos", disse Gilberto Carvalho.
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