Dia 29 de setembro de 2004, às vésperas das últimas eleições municipais, Julião Aparecido dos Santos, o popular Pica-pau, seduzido a um socorro dissimulado, foi covardemente baleado dentro do seu quintal e diante do seu filho. O autor dos disparos, que tinha 15 anos à época, ficou dois anos no "educandário". Os outros dois julgados como executores, cumprem penas. Os mandantes, no entanto, continuam se aproveitando das injustiças de nosso desequilibrado Poder Judiciário.
O Partido dos Trabalhadores de Ivaiporã se solidariza aos familiares e amigos e torna público que não deixará esse crime cair no esquecimento de nosso povo.
"Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira." (Che Guevara)
06/06/2008
VOTO SECRETO EM IVAIPORÃ
Em fins do inverno de 2007, a maioria do povo brasileiro ficou indignada com a absolvição do Presidente de seu Congresso Nacional. Evidenciado que o Excelentíssimo Senhor Renan Calheiros quebrara o decoro parlamentar com velhas práticas de corrupção, contra a vontade da maioria do povo, a maioria dos representantes do povo no Senado da República, votaram para absolvê-lo.
Uma clara contradição: os representantes votando contra os interesses de seus representados. O elemento central dessa contradição foi o "voto secreto" em uma vergonhosa "sessão secreta". O que os representantes do povo têm para esconder?
Este fato fez lembrar-me do Legislativo Municipal de Ivaiporã. Fui Vereador na legislatura 2001/2004. Modéstia à parte, creio que exerci tal mandato com qualidade nunca vista neste Parlamento. Mas merece ser destacada aqui nossa atuação para democratizar a relação entre a Câmara Municipal de Vereadores e a sociedade civil.
Fui o primeiro Vereador da história de Ivaiporã a requerer e se empenhar para a realização de audiência pública.
Propus com o apoio de outros vereadores e fôra aprovada a criação da Tribuna Livre, para que qualquer cidadão pudesse se inscrever e fazer uso da palavra sobre qualquer assunto por quinze minutos em sessões ordinárias da Câmara Municipal. Infelismente, a primeira iniciativa da atual Legislatura (2005/2008) foi extinguir a Tribuna Popular.
Mudáramos o Regimento Interno da Câmara e extinguimos por completo o "voto secreto".
A atual Legislatura que não fôra eleita com prerrogativas constituintes, aprovara uma "nova" Lei Orgânica e um "novo" Regimento Interno. Curiosamente, fizeram voltar o "voto secreto".
Esta restauração do "voto secreto" acabou levando os vereadores da atual Legislatura a um outro equívoco: colocados sob suspeita de que absolveriam o colega Antônio Vila Real de um processo por quebra de decoro parlamentar, realizaram Sessão de Julgamento com votos em aberto e nominais.
Vila Real acabou cassado pela Câmara Municipal, mas dias depois conseguiu anular na Justiça tal cassação invocando a "nova" Lei Orgânica e o "novo" Regimento Interno, aprovados enquanto ele era Presidente no primeiro biênio desta atual Legislatura, e que restauraram o "voto secreto".
Os vereadores atuais não sabiam que tinham restaurado o "voto secreto"? Votaram sem ler a "nova" Lei Orgânica eo "novo" Regimento Interno? Ou queriam mesmo deixar uma brecha no julgamento de Vila Real para dar-lhe o caminho para voltar à Câmara pela Justiça?
Precisamos ter na Câmara Municipal de Vereadores de Ivaiporã pessoas efetivamente comprometidas com a democracia. Renovar é preciso!
Uma clara contradição: os representantes votando contra os interesses de seus representados. O elemento central dessa contradição foi o "voto secreto" em uma vergonhosa "sessão secreta". O que os representantes do povo têm para esconder?
Este fato fez lembrar-me do Legislativo Municipal de Ivaiporã. Fui Vereador na legislatura 2001/2004. Modéstia à parte, creio que exerci tal mandato com qualidade nunca vista neste Parlamento. Mas merece ser destacada aqui nossa atuação para democratizar a relação entre a Câmara Municipal de Vereadores e a sociedade civil.
Fui o primeiro Vereador da história de Ivaiporã a requerer e se empenhar para a realização de audiência pública.
Propus com o apoio de outros vereadores e fôra aprovada a criação da Tribuna Livre, para que qualquer cidadão pudesse se inscrever e fazer uso da palavra sobre qualquer assunto por quinze minutos em sessões ordinárias da Câmara Municipal. Infelismente, a primeira iniciativa da atual Legislatura (2005/2008) foi extinguir a Tribuna Popular.
Mudáramos o Regimento Interno da Câmara e extinguimos por completo o "voto secreto".
A atual Legislatura que não fôra eleita com prerrogativas constituintes, aprovara uma "nova" Lei Orgânica e um "novo" Regimento Interno. Curiosamente, fizeram voltar o "voto secreto".
Esta restauração do "voto secreto" acabou levando os vereadores da atual Legislatura a um outro equívoco: colocados sob suspeita de que absolveriam o colega Antônio Vila Real de um processo por quebra de decoro parlamentar, realizaram Sessão de Julgamento com votos em aberto e nominais.
Vila Real acabou cassado pela Câmara Municipal, mas dias depois conseguiu anular na Justiça tal cassação invocando a "nova" Lei Orgânica e o "novo" Regimento Interno, aprovados enquanto ele era Presidente no primeiro biênio desta atual Legislatura, e que restauraram o "voto secreto".
Os vereadores atuais não sabiam que tinham restaurado o "voto secreto"? Votaram sem ler a "nova" Lei Orgânica eo "novo" Regimento Interno? Ou queriam mesmo deixar uma brecha no julgamento de Vila Real para dar-lhe o caminho para voltar à Câmara pela Justiça?
Precisamos ter na Câmara Municipal de Vereadores de Ivaiporã pessoas efetivamente comprometidas com a democracia. Renovar é preciso!
"Subsídios" dos Vereadores de Ivaiporã
Antes de começar a ler este artigo é importante que você leitor saiba que Vereador não recebe salário, recebe subsídio. É importante se conscientizar das diferenças entre salário e subsídio, que na verdade, são bem substanciais.
No Carnaval de 1999 aconteceu um fato que merece lugar especial na memória da cidadania ivaiporaense. Os vereadores de então elevaram seus próprios subsídios de R$1.682,00 para R$2.700,00, um aumento de 62%. Curiosamente este percentual equivalia à maxi-desvalorização do real frente ao dólar na crise que estourara à época. O povo brasileiro morrendo de medo do retorno da hiper-inflação e os vereadores mais que depressa trataram de salvar seus poderes de compra em dólar. Aquele episódio foi recheado de trapalhadas. Os vereadores de então, realizaram três sessões extra-ordinárias a toque de caixa, as vésperas do Carnaval, para que o Edital da Lei fosse publicado no Jornal Paraná Centro em letras minúsculas, encobertas pelas distrações da “festa da carne”. Meu amigo e companheiro partidário, Dr. Ademir Prudêncio da Silva, o popular Toro, casualmente ouviu falar do fato e instado por sua virtuosa indignação, interrompeu seu passeio à praia e voltou para Ivaiporã para me instar também a alguma ação direta. Na quarta-feira de cinzas participamos de programa matutino da Rádio Ubá e escancaramos o que pensávamos daquela ilegalidade tosca e rasteira. Ao sairmos da Rádio Ubá, um pequeno grupo de outros cidadãos como Celestino Júnior, Sergio Chaves, Elso Bittencourt, Paulo Afonso Ribeiro, estavam prontos para a ação. Rodamos um panfleto, convocamos uma reunião do que idealizáramos como Movimento Pela Ética na Política de Ivaiporã, com repercussão na mídia estadual, logo o então conselheiro, hoje presidente do Tribunal do Contas do Estado do Paraná, Nestor Baptista, manifestou-se dizendo que o aumento dos vereadores de Ivaiporã era ilegal e imoral. Dessa época começou-se a utilizar em circunstâncias políticas-administrativas em Ivaiporã, a cínica justificativa: “Ah! Não é moral, mas é legal!” Credo!
Para se ter idéia do que isso significou, Ivaiporã teria gasto a mais com salários de vereadores entre março de 1999 e dezembro de 2007, algo em torno de R$1.500.000,00. O que daria para fazer com um milhão e meio de reais? Mas aquela Legislatura ainda (1997-2000) ainda teria aumentado os subsídios dos Vereadores, de R$1.682,00 para R$2.054,00. Dizem que acompanhando reajuste salarial dos funcionários públicos municipais.
Agora, no apagar das luzes de 2008, os Vereadores da Câmara Municipal de Ivaiporã aprovaram aumento aos próprios salários, saltando dos atuais R$2.054,00 para R$3.400,00 a partir de janeiro de 2009. Um reajuste de 65%. Diriam os vereadores atuais (três deles eram vereadores no Carnaval de 1999), que o reajuste não vale para seus próprios salários, mas para a próxima legislatura. Mas não estariam eles interessados em se reelegerem neste ano para mais quatro anos de mandato com salários melhores? Seria justo se o próprio povo pudesse dizer quanto deve ser o salário de um vereador.
Sinto-me a vontade para escrever sobre isso porque fui vereador na legislatura passada e sempre tive um posicionamento muito claro na defesa de enxugamento de gastos da Câmara Municipal, inclusive se levantado contra as iniciativas de colegas quanto a possíveis reajustes de ganhos dos “nobres edis”. Logo que assumi o mandato de Vereador em 2001, lembro-me de, ao ver um dedicado servidor da Secretaria transcrevendo a fita de áudio de uma Sessão Ordinária da Câmara, indaguei esperando simplesmente um sim:– Isso dá trabalho, heim?! Ele me surpeendeu:– Agora sim! Insisti: – Mas porque agora? Completou ele: - Agora tem você que discursa, e desafia os outros a discursarem. Agora as sessões chegam a quatro horas de duração! Insisti novamente: - Mas antes não era assim? – Não... Antes as sessões duravam cinco, dez minutos no máximo. Parece absurdo, mas sabendo do meu respeito à Lei, algumas vezes, durante a Legislatura em que fui Vereador, alguns colegas tiveram a coragem de pedir para mim: - Ah! Cyro, não vamos vir nesta sessão extraordinária de amanhã não. Vamos só assinar a ata e pronto! Ou então: - Ah! Cyro, não discursa não, vamos acabar essa sessão logo, eu tenho que ir numa ‘leitoa no tacho’...
Vejam bem onde quero chegar com tudo isso: com uma Sessão Ordinária por semana, depois das 18 horas, todos os vereadores podem ter uma outra atividade econômica e remunerada, como normalmente acontece. Claro que o vereador não tem apenas as Sessões Ordinárias para participar. Tem também as Extraordinárias. Tem as reuniões das Comissões Temáticas, tem que fiscalizar o Poder Executivo em diversas situações. Mas normalmente os vereadores não fazem nada, a não ser participar das Sessões Ordinárias cuidando para não ter faltas que levem a perda de seu mandato. Pior: há vereadores participam das sessões apenas de corpo presente, sem fazer jus à atividade parlamentar, que deriva do verbo italiano ‘parlare’ – falar.
É nesses termos que, quando disseram para mim por mais de uma ocasião: - Olha Cyro, vamos colocar em pauta um projeto de Lei para reajustar os ‘nossos’ salários. Você não precisa votar a favor é só ficar quieto... Sempre deixei claro que se entrasse em pauta tal matéria eu conclamaria o povo para derrotá-la. Por isso nunca entrou. Mas no final de meu mandato como Vereador... logo após o Natal de 2004, eu havia perdido as eleições como candidato a Vice-Prefeito de Geomar Torres e, o único Vereador que se reelegera para a Legislatura atual era justamente o então presidente Antônio Vila Real. Curiosamente ele não assinou, mas vários outros Vereadores assinaram um projeto de Lei criando um pagamento para os Vereadores participarem de Sessões Extraordinárias e ele convocou, para os últimos dias do ano, talvez dias 27, 28 e 29 de dezembro, três Sessões Extraordináras, às 8 horas da manhã, Câmara vazia e, contra o meus discursos ao vento e contra o meu voto e de algum outro vereador os tais ‘jetons’, pagamentos por Extraordinárias, foram aprovados.
Naqueles dias tentei mobilizar pessoas, tentei achar espaço para falar, mas o ano se acabava, alguns já estavam viajando, outros embebidos pelo sabor das festas, outros torcendo para que o meu mandato de vereador se acabasse... Fui vencido pelo silêncio e pelo comodismo. A única coisa que consegui fazer foi denunciar aos órgãos competentes.
Mas há algo de engraçado nesta história. Sabe-se que Antônio Vila Real, reeleito e eleito mais uma vez presidente da Câmara, fez uso de convocações de Sessões Extraordinárias para alegrar seus pares. Mas há alguns meses, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná, considerou ilegal o pagamento de Sessões Extraordinárias e condenou os Vereadores a devolverem o que receberam ilegalmente.
Agora, não estou dizendo que os atuais Vereadores cometeram alguma ilegalidade, mas se analisarmos a quantidade de trabalho despendida pelos vereadores, a qualidade do trabalho legislativo apresentado pela média dos edis, as carências que a população de nossa cidade sofre, se levarmos em conta isso eu acho que um aumento nos subsídios dos Vereadores de Ivaiporã é imoral. Para se ter uma idéia, serão mais de R$660.000,00 que a próxima administração municipal deixará de gastar com o povo ao longo de 4 anos, para pagar este aumento aos “novos” Vereadores.
O trabalho do Vereador, como o do Prefeito ou qualquer outro cargo eletivo, não deveria ser encarado como meio de se defender interesses pessoais e particulares, mas como uma missão de servir aos interesses da comunidade em geral.
No Carnaval de 1999 aconteceu um fato que merece lugar especial na memória da cidadania ivaiporaense. Os vereadores de então elevaram seus próprios subsídios de R$1.682,00 para R$2.700,00, um aumento de 62%. Curiosamente este percentual equivalia à maxi-desvalorização do real frente ao dólar na crise que estourara à época. O povo brasileiro morrendo de medo do retorno da hiper-inflação e os vereadores mais que depressa trataram de salvar seus poderes de compra em dólar. Aquele episódio foi recheado de trapalhadas. Os vereadores de então, realizaram três sessões extra-ordinárias a toque de caixa, as vésperas do Carnaval, para que o Edital da Lei fosse publicado no Jornal Paraná Centro em letras minúsculas, encobertas pelas distrações da “festa da carne”. Meu amigo e companheiro partidário, Dr. Ademir Prudêncio da Silva, o popular Toro, casualmente ouviu falar do fato e instado por sua virtuosa indignação, interrompeu seu passeio à praia e voltou para Ivaiporã para me instar também a alguma ação direta. Na quarta-feira de cinzas participamos de programa matutino da Rádio Ubá e escancaramos o que pensávamos daquela ilegalidade tosca e rasteira. Ao sairmos da Rádio Ubá, um pequeno grupo de outros cidadãos como Celestino Júnior, Sergio Chaves, Elso Bittencourt, Paulo Afonso Ribeiro, estavam prontos para a ação. Rodamos um panfleto, convocamos uma reunião do que idealizáramos como Movimento Pela Ética na Política de Ivaiporã, com repercussão na mídia estadual, logo o então conselheiro, hoje presidente do Tribunal do Contas do Estado do Paraná, Nestor Baptista, manifestou-se dizendo que o aumento dos vereadores de Ivaiporã era ilegal e imoral. Dessa época começou-se a utilizar em circunstâncias políticas-administrativas em Ivaiporã, a cínica justificativa: “Ah! Não é moral, mas é legal!” Credo!
Para se ter idéia do que isso significou, Ivaiporã teria gasto a mais com salários de vereadores entre março de 1999 e dezembro de 2007, algo em torno de R$1.500.000,00. O que daria para fazer com um milhão e meio de reais? Mas aquela Legislatura ainda (1997-2000) ainda teria aumentado os subsídios dos Vereadores, de R$1.682,00 para R$2.054,00. Dizem que acompanhando reajuste salarial dos funcionários públicos municipais.
Agora, no apagar das luzes de 2008, os Vereadores da Câmara Municipal de Ivaiporã aprovaram aumento aos próprios salários, saltando dos atuais R$2.054,00 para R$3.400,00 a partir de janeiro de 2009. Um reajuste de 65%. Diriam os vereadores atuais (três deles eram vereadores no Carnaval de 1999), que o reajuste não vale para seus próprios salários, mas para a próxima legislatura. Mas não estariam eles interessados em se reelegerem neste ano para mais quatro anos de mandato com salários melhores? Seria justo se o próprio povo pudesse dizer quanto deve ser o salário de um vereador.
Sinto-me a vontade para escrever sobre isso porque fui vereador na legislatura passada e sempre tive um posicionamento muito claro na defesa de enxugamento de gastos da Câmara Municipal, inclusive se levantado contra as iniciativas de colegas quanto a possíveis reajustes de ganhos dos “nobres edis”. Logo que assumi o mandato de Vereador em 2001, lembro-me de, ao ver um dedicado servidor da Secretaria transcrevendo a fita de áudio de uma Sessão Ordinária da Câmara, indaguei esperando simplesmente um sim:– Isso dá trabalho, heim?! Ele me surpeendeu:– Agora sim! Insisti: – Mas porque agora? Completou ele: - Agora tem você que discursa, e desafia os outros a discursarem. Agora as sessões chegam a quatro horas de duração! Insisti novamente: - Mas antes não era assim? – Não... Antes as sessões duravam cinco, dez minutos no máximo. Parece absurdo, mas sabendo do meu respeito à Lei, algumas vezes, durante a Legislatura em que fui Vereador, alguns colegas tiveram a coragem de pedir para mim: - Ah! Cyro, não vamos vir nesta sessão extraordinária de amanhã não. Vamos só assinar a ata e pronto! Ou então: - Ah! Cyro, não discursa não, vamos acabar essa sessão logo, eu tenho que ir numa ‘leitoa no tacho’...
Vejam bem onde quero chegar com tudo isso: com uma Sessão Ordinária por semana, depois das 18 horas, todos os vereadores podem ter uma outra atividade econômica e remunerada, como normalmente acontece. Claro que o vereador não tem apenas as Sessões Ordinárias para participar. Tem também as Extraordinárias. Tem as reuniões das Comissões Temáticas, tem que fiscalizar o Poder Executivo em diversas situações. Mas normalmente os vereadores não fazem nada, a não ser participar das Sessões Ordinárias cuidando para não ter faltas que levem a perda de seu mandato. Pior: há vereadores participam das sessões apenas de corpo presente, sem fazer jus à atividade parlamentar, que deriva do verbo italiano ‘parlare’ – falar.
É nesses termos que, quando disseram para mim por mais de uma ocasião: - Olha Cyro, vamos colocar em pauta um projeto de Lei para reajustar os ‘nossos’ salários. Você não precisa votar a favor é só ficar quieto... Sempre deixei claro que se entrasse em pauta tal matéria eu conclamaria o povo para derrotá-la. Por isso nunca entrou. Mas no final de meu mandato como Vereador... logo após o Natal de 2004, eu havia perdido as eleições como candidato a Vice-Prefeito de Geomar Torres e, o único Vereador que se reelegera para a Legislatura atual era justamente o então presidente Antônio Vila Real. Curiosamente ele não assinou, mas vários outros Vereadores assinaram um projeto de Lei criando um pagamento para os Vereadores participarem de Sessões Extraordinárias e ele convocou, para os últimos dias do ano, talvez dias 27, 28 e 29 de dezembro, três Sessões Extraordináras, às 8 horas da manhã, Câmara vazia e, contra o meus discursos ao vento e contra o meu voto e de algum outro vereador os tais ‘jetons’, pagamentos por Extraordinárias, foram aprovados.
Naqueles dias tentei mobilizar pessoas, tentei achar espaço para falar, mas o ano se acabava, alguns já estavam viajando, outros embebidos pelo sabor das festas, outros torcendo para que o meu mandato de vereador se acabasse... Fui vencido pelo silêncio e pelo comodismo. A única coisa que consegui fazer foi denunciar aos órgãos competentes.
Mas há algo de engraçado nesta história. Sabe-se que Antônio Vila Real, reeleito e eleito mais uma vez presidente da Câmara, fez uso de convocações de Sessões Extraordinárias para alegrar seus pares. Mas há alguns meses, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná, considerou ilegal o pagamento de Sessões Extraordinárias e condenou os Vereadores a devolverem o que receberam ilegalmente.
Agora, não estou dizendo que os atuais Vereadores cometeram alguma ilegalidade, mas se analisarmos a quantidade de trabalho despendida pelos vereadores, a qualidade do trabalho legislativo apresentado pela média dos edis, as carências que a população de nossa cidade sofre, se levarmos em conta isso eu acho que um aumento nos subsídios dos Vereadores de Ivaiporã é imoral. Para se ter uma idéia, serão mais de R$660.000,00 que a próxima administração municipal deixará de gastar com o povo ao longo de 4 anos, para pagar este aumento aos “novos” Vereadores.
O trabalho do Vereador, como o do Prefeito ou qualquer outro cargo eletivo, não deveria ser encarado como meio de se defender interesses pessoais e particulares, mas como uma missão de servir aos interesses da comunidade em geral.
28/05/2008
27/05/2008
Professor Cyro em sintonia com a nova política brasileira

Recentemente em Londrina, o PT do Paraná organizou encontro de diversas lideranças. Professor Cyro foi convidado e compareceu. Na foto, Professor Cyro está com o Prefeito de Londrina Nedson Micheletti, com a ex-Secretária Executiva do Ministério do Desenvolvimento Social, Marcia Lopes e, seu irmão Gilberto Carvalho.
Chefe de Gabinete do Presidente Luis Inácio da Silva, Gilberto Carvalho, londrinense e um dos fundadores do PT paranaense, contou para cerca de 400 lideranças petistas da região centro-norte do estado alguns fatos do Governo do Presidente Lula que o orgulham de ser petista.

Uma das situações que mais o entusiamou foi quando, num dia de muitas reuniões do Presidente, um grupo de portadores do Mau de Hansen, a popular lepra, protestava nas portas do Palácio do Planalto. Queriam uma audiência com Lula. Gilberto Carvalho desceu imaginando poder contornar situação e dispensar os manifestantes, pois seria impossível o Presidente abrir mão da agenda e atendê-los. Quando desceu e viu a manifestação, chamando os leprosos para um dos salões para ouvir seus protestos e reivindicações, viu que a situação merecia atenção maior. Estes leprosos ficaram anos condenados a viverem isolados em colônias, apartados das famílias e sem o tratamento a que teriam direito. Até 1967 havia uma lei que impunha este isolamento. Ele ouviu histórias como a de uma mulher que foi separada da filha por 36 anos...
Resolveu que deveria subir e convencer o Presidente a atender aquela gente. Chegou no Gabinete e coxixou no ouvido do velho: "olha véio, por tudo que há de mais sagrado, por tudo que eu já te ajudei, você vai ter que descer lá e conversar com aquela gente." Lula pediu que ele fosse atendendo-os que já desceria. Ao descer e vê-los, Lula abraçou cada um daqueles cerca de 150 leprosos. Ouviu-os e determinou: "Gilberto essas pessoas querem uma pensão, uma indenização pela maldade que a sociedade brasileira lhes impôs; vão voltar aqui daqui há 20 dias e você vai ter uma solução para eles!"
Segundo Gilberto, não deu para resolver em 20 dias, mas em 35 dias, os portadores do Mal de Hansen voltaram ao Palácio do Planalto e foram recebidos em um cerimonial em que lhes foi concidida uma pensão vitalícia de R$700 para reconstruírem suas vidas. "Este é o Governo que cada militante petista construiu as lutas destes últimos anos", disse Gilberto Carvalho.
26/05/2008
Assassinato de Julião foi exclarecido: foi à mando da política suja ivaiporaense.
Julião Aparecido dos Santos, o bravo militante do Partido dos Trabalhadores de Ivaiporã que fez a histórica filmagem dos maquinários asfaltando o carreador da fazenda do então prefeito Pedro Papin, que denunciou várias outras irregularidades e injustiças, assassinado em 29 de setembro de 2004 em meio ao calor da campanha eleitoral, deixando esposa e filho, foi vítima da política suja ivaiporaense. Depois de mais de um ano de investigações, quebras de sigilo telefônico, o destacado Promotor de Justiça Leonardo Vilhena obteve autorização judicial para busca e apreensão de evidências sobre o mando do crime na residência do Presidente da Câmara de Vereadores de Ivaiporã, Antônio Vila Real (PMDB). Com o apoio da Procuradoria de Investigações Criminais e do Gerco - Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado a operação prendeu Vila Real em flagrante com armas e munição ilegais. Encontraram também cartas reveladoras de um dos assassinos, ficou evidenciado que Vila Real é um dos mandantes do crime. Foi determinante nas investigações, o depoimento do presidente do PT de Ivaiporã Professor Cyro em inquérito e que teve trecho citado pela promotoria. Cyro referia-se à Julião: "que esclarece o depoente que cerca de quinze dias antes da ocorrência que vitimou a pessoa de Julião, houve uma ocorrência no interior da Câmara de Vereadores onde durante uma seção ele desafiou os vereadores dizendo que eles eram sem vergonha em alto e bom tom em função do retorno do projeto de nepotismo na véspera de eleição e mesmo depois da situação sob controle o Presidente da Câmara, vereador Antônio Vila Real, solicitou a presença da polícia militar para prender Julião ..., que em dois mil e três houve uma conversa que o próprio Julião dizia que tinha uma fita gravada que provava o envolvimento do Presidente da Câmara Antônio Vila Real em casos de pedofilia, esclarecendo o depoente que pode dizer com certeza até na condição de vereador da Câmara é que na época foram feitas manobras para que Julião não utilizasse o espaço da tribuna popular porque se acreditava que ele iria diria coisas indesejáveis a respeito do Presidente... que o carro do Vila Real foi visto naquele começo de noite (referindo-se ao dia do assassinato da vítima) voltando do Diostrito do Jacutinga e que talvez isso tivesse relacionado à fuga do autor dos disparos que foi preso no Distrito do Jacutinga". Outros trechos do depoimento do Professor Cyro devem ser rememorados: "outro fato que chama a atenção é que quando o Vila Real assumiu o cargo de Prefeito, rapidamente colocou para trabalhar na Prefeitura a mulher do Sr. Jessé... que isso era para abafar o caso... que esse Jessé e o tal do Vagner é que cuidava do Bar onde funcionava também um comitê de campanha de Antônio Vila Real e Célio Pereira."
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